Da ficção à vida real: viagens inspiradoras

Novo tema do programa de embaixadores da momondo, a vontade de viajar vem sempre de algum lado. É algo que vimos na tv, cinema, internet, lemos no jornal, revista, livro…enfim, à nossa volta temos um monte de fonte de inspiração. E isso vai influenciar a escolha do nosso próximo destino.

A momondo desafiou-me agora sobre um livro ou filme que me fez viajar. Na realidade li e vi vários livros e filmes que me deram vontade de conhecer certos lugares e ainda hoje me dão vontade de embarcar no próximo voo.

Não é sempre literatura e cinema cor-de-rosa que mostra o melhor de um local. As vezes é nesses mesmo que se encontra a maior vontade de descobrir. Talvez por gostar do que é fora do comum, da história de um país, do mundo. Para quem também quer ver outra coisa que sempre paisagens de postais.

Quando li o título do tema, pensei logo em livros e filmes relatando factos de dois países. Como fiquei à pensar um dia e uma noite no assunto, resolvi falar um pouco sobre os dois. Pois, são inspirações obscuras mas lugares muito diferentes.

Minha mente nunca esqueceu o livro “Se isto é um homem” de Primo Levi (que li em francês “Si c’est un homme”). Nem de todos os filmes sobre o Holocausto que vi em França como “Senhor Batignole” (“Monsieur Batignole” de Gérard Jugnot, 2001) e “Amor e ódio” (“La Rafle” de Rose Bosch, 2010). Ambos retratam a situação em plena Segunda Guerra Mundial, em França, como algumas crianças judias encontraram refúgio quando o país estava ocupado pelos nazistas e os pais já tinham sido deportados. É muito triste mas faz parte da Historia. E por ser real, é ainda mais comovente mas não me arrependo nada ter entrado no campo de Auschwitz na Polónia. Fui lá em 2015, quando viajei pela Europa. Para mim passar por Cracóvia, além de ser uma linda cidade, era um passagem obrigatória para ver com os meus olhos o que tinha lido e visto já tanta vez. Como está lá escrito, “Those who do not remember the past are condemned do repeat it” (“Aqueles que não se lembram do passado estão condenados a repeti-lo”). É com certeza um lugar que mexe com a gente e vale a pena ver pelo menos uma vez na vida.

Tinha um sonho desde sempre, conhecer o Brasil. O Rio de Janeiro era esse tal postal. Mas também sabia muito bem que não eram só paisagens fantásticas. Quando era mais nova, vi o filme “Central do Brasil” de Walter Salles (1998): uma mulher, Dora, trabalha escrevendo cartas para analfabetos na estação Central do Brasil, no centro da cidade do Rio de Janeiro. Ela conhece o filho de uma cliente, Josué, que fica sozinho após sua mãe ser atropelada. Ela decide ajudar o menino a tentar encontrar o pai que nunca conheceu, no interior do Nordeste. Outro filme brasileiro que também teve sucesso em Portugal, Tropa de Elite de José Padilha (2007). A realidade das favelas, os confrontos com a policia, o BOPE…não é assim o filme que mais dá vontade de conhecer o Rio mas mostra o lado que ninguém quer ver. Fim de 2018 sempre consegui descobrir um pedacinho do Brasil (Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Arraial do Cabo). O que os olhos vêem de verdade nunca serão tão bem transcrito em foto.

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