Tenerife (Ilhas Canarias)

 

Em setembro de 2019, decidi fazer uma pequena viagem na altura dos meus anos. Dos destinos que eu tinha selecionado, Tenerife era o primeiro da lista por vários motivos. O tempo naquela época do ano, as paisagens e o orçamento para uma semana. Os voos eram muito acessíveis com a Vueling (passagens compradas um mês antes) e a 2h15 de Lisboa. Sabíamos que também era preciso um carro no local para poder deslocar-se com mais facilidade, por isso fiz uma reserva on-line com a Goldcar para poupar tempo no local. Recuperámos o carro no aeroporto de Tenerife Norte.

Esperávamos ter bom tempo durante toda a nossa estadia, mas infelizmente o tempo estava quase sempre coberto em Puerto de la Cruz mas em outros lugares havia um belo sol e estava muito quente. Uma coisa que me marcou foi o clima. Devido à diversidade da ilha (mar, montanha, vulcão…) e à sua geolocalização (perto do Sara Ocidental e de Marrocos), o tempo nunca é o mesmo de um lugar para outro. Às vezes, numa cidade estavam 30 graus, a 10 km de distância estavam 15 graus e, um pouco mais longe, fazia 25 ! Por isso tínhamos sempre connosco um casaco e até roupas diferentes para a nossa pequena aventureira, caso seja preciso.

Em uma semana, conseguimos ver muito mais do que eu imaginava. E, como sempre, organizamo-nos de acordo com os nossos desejos e conforme a nossa filha. Estávamos sempre a tentar manter o ritmo dela, mas afinal é ela que se adapta. Agora sabemos que ela adora viajar, porque uns dias depois de voltar de Tenerife, perguntou-me se podíamos andar de avião ! Está escrito no ADN com certeza !

Estávamos a planear ir também em outra ilha. A ilha de La Gomera é a mais próxima (menos de uma hora de ferry) e pode-se visitar em um dia, mas Tenerife tem tanto para oferecer que percebemos logo que era melhor aproveitar da ilha e voltar às Canárias em outra altura. São um conjunto de sete ilhas, que pertencem à Espanha, e que todas são mais bonitas umas do que outras a julgar pelos diferentes clichés que pude ver.

Começamos então por Puerto de la Cruz: o jardim botânico, a praia de areia preta Martianez, San Telmo, o magnífico parque Taoro…a cidade em si é bonita, mas no final de setembro/ início de outubro não se viu muito sol na cidade.

 
 


No dia seguinte, fomos à Santa Cruz de Tenerife, no norte da ilha, a 40 minutos de Puerto de la Cruz. Sempre à beira-mar. Uma das principais atracções turísticas é o famoso pequeno lago artificial no meio da cidade, a “plaza de España” com as montanhas no fundo, lindíssimo ! A nossa filha brincou tanto em um pequeno parque que tivemos de esquecer o Palmetum e o Parque Garcia Sanabria. Íamos almoçar e ela já estava muito cansada. Por isso decidimos ir para casa e aproveitar a piscina do hotel mais tarde.

 
 

No terceiro dia, visitámos a parte norte da ilha. Estávamos realmente a pensar em dar à volta toda na ilha, pouco a pouco. Tudo é interessante e encontrávamos sempre coisas bonitas para ver e, por vezes, mesmo muito impressionantes. O “Parque Rural de Anaga” é certamente um dos parques naturais mais impressionantes que pude ver até hoje. As estradas são estreitas e sinuosas, com muitas curvas, mas vale a pena. Pela estrada há miradouros incríveis ! Começamos com o Mirador de Jardina, depois Cruz del Carmen e Pico del Ingles (onde não se via muito com nevoeiro, mas super impressionante, ver a foto abaixo), e por fim las Teresitas. Este último é de onde se vê a praia Las Teresitas em San Andrés. Uma vista incrível !

 
 

Um dos lugares onde estava ansiosa por ir era no Parque Teide, onde está o vulcão com o mesmo nome. Nunca tinha visto antes, era realmente uma passagem obrigatória, além de ser uma atração muito popular. As paisagens de mil cores, formações rochosas muito particulares (Roques de García), montanhas improváveis (Montaña Blanca) com o vulcão atrás de 3718m. Para aceder ao topo, recomenda-se fazê-lo em teleférico, mas como é desaconselhado às crianças com menos de 3 anos, preferimos explorar os arredores.

No final da tarde, demos um passeio pelas piscinas naturais de Garachico Caletón. Há até um pequeno parque para as crianças. Tudo é adequado tanto para as crianças como para os adultos, é um lugar muito especial ! Foi pena que céu estar coberto, mas mesmo sem o sol nunca fazia frio à beira-mar, só nas alturas.

 
 

O sul da ilha é famoso pelas suas praias, como a Playa del Duque ou playa la Tejita. Há muitas praias bonitas e as paisagens são mais uma vez muito diferentes das anteriores.

 
 


Perto do fim da nossa estadia, percorremos a costa Este com Los Roques, uma pequena praia selvagem um pouco difícil de chegar; uma bela vista de um miradouro sobre plantações de bananas e, finalmente, outra piscina natural, Charco de la Laja.

 
 

À noite, desfrutávamos da vista iluminada da nossa varanda. Vimos muitos pores-do-sol maravilhosos. Foi realmente uma estadia agradável no geral ! Fiquei encantada com a beleza desta ilha. Finalmente, alternar descanso e visita foi uma boa ideia. Estou habituada a andar o máximo que posso, ver tudo o que posso num curto espaço de tempo, não foi mau. Espero um dia regressar às Canárias, mas visitar outras ilhas, porque sei que vale a pena !

 

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